segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Oscar



Oscar Müller tinha 17 anos quando resolveu estudar arquitetura. Era um jovem de cabelos longos, usava óculos, muito fã de Beatles, formado em inglês, e havia entrado em uma universidade particular de sua cidade, pois, ele achava na época, que não tinha capacidade de estudar em outra cidade longe de sua família, amigos, em que ele teria que trabalhar e se sustentar. Mas ele estava errado, e percebeu isso depois que começou sua pós-graduação na universidade federal de seu estado, agora com 22 anos, em que ele estava se virando muito bem sozinho trabalhando como professor de inglês em uma escola de idiomas.
“Sozinho” é a melhor palavra para descrevê-lo a partir de então, apesar de manter contato com seus amigos e família, ele se descobriu um amante da solidão. Ele ouvia e cantava seus discos em paz, tocava seu vilão de forma singela, lia seus livros, para ele, eram as mais perfeitas maneiras de refletir sobre si mesmo, e sobre o queria fazer dali em diante com a sua vida.  Durante esse tempo, aprofundou seus conhecimentos de alemão, pois possuía descendência e gostaria um dia de conhecer o país.
Oscar nunca havia namorado durante toda a sua vida, embora pensasse muito em uma garota chamada Luiza, que conheceu em uma viagem que fez à Brasília no mesmo ano, onde percebeu que tinha tudo a ver com ela. Porém, jamais teve coragem de ir além do pensamento. Considerava que a mesma nem sabia mais de sua existência. Isso o deixava aflito, pois, mesmo apreciando a solidão, queria uma vida com alguém, especialmente com Luiza. E para tirá-la de sua mente, voltava a estudar para concluir sua pós, já que ele sempre colocava seus estudos em primeiro plano, mas sempre tinha rápidos devaneios com ela.
Oscar estava agora com 23 anos, com graduação e pós-graduação, mas sem um rumo além do profissional para sua vida. Iniciou então, o mestrado. Durante os dois anos, estudou a fundo sobre a escola de design, artes plásticas e arquitetura, Staatliches Bauhaus, na qual sempre fora apaixonado, para se inspirar na hora de compor sua dissertação. No decorrer desses anos, Oscar se dedicou inteiramente aos estudos, descuidando-se até de sua aparência, apesar de o tempo ter feito bem a ele.
Após todo esse momento de foco e concentração, havia terminado o mestrado, mas sentia que ainda não estava completamente satisfeito, foi então, que iniciou suas pesquisas, para formar uma tese de doutorado. Oscar era mesmo muito estudioso, pois era sua desculpa para não ir atrás do que realmente o deixava feliz. Nesse momento, viajou para a Alemanha, e foi até Berlim visitar a sonhada Bauhaus. Já possuía bom domínio de alemão e ficou lá durante meses, conhecendo todos os lugares que pode, não só da Alemanha, mas também da Europa, que possui uma forte e inspiradora arquitetura. Posteriormente retornou até o Brasil com quase tudo finalizado, já estava com 30 anos, foi então que reencontrou Luiza no aeroporto, mas seu voo já estava pronto para decolar, para ele foi algo do destino, mesmo não acreditando muito nessas coisas. A mesma ainda não tinha visto ele, então tomou coragem de ir falar com ela, mas no caminho avistou um homem indo na direção dela, para abraçá-la. Naquele momento perdeu todas as suas esperanças e mudou seu rumo e entrou desolado no avião. O homem com quem ela estava, era seu primo e melhor amigo, mas Oscar nunca soube disso.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Crenças e Valores

              Durante as aulas de filosofia, nos foi proposto listar dez crenças e dez valores que cada um de nós temos individualmente. Essa atividade apesar de muito simples, foi um tanto quanto complicada de ser executada, uma vez que a ideia de "crenças" e "valores" não estavam bem claras na minha concepção. Dessa forma, para entender melhor busquei esclarecer tais ideias. 
              Quando pensamos em "crenças", já vem a nossa cabeça coisas relacionadas com religião, como em "creio em Deus", "minha crença religiosa"  mas a crença não está ligada apenas a divindades, é muito mais do que podemos imaginar inicialmente, pois ela é toda ideia que tomamos como verdade, que damos todo o crédito e que faz parte da nossa vida. Um simples exemplo de crença seria dizer "eu sou digno", visto que é algo que confiamos estar certo.
          As crenças são de extrema importância, pois tudo o que fazemos são baseados em coisas que acreditamos, ou seja, baseado em crenças. O que pode ser bom ou ruim, pois assim como podemos crer que somos pessoas dignas, podemos crer que não somos pessoas dignas, por exemplo.
              Já quando falamos em valores, o que vem a nossa cabeça? Pode ser que pensemos em algo relacionado a questões financeiras, que tenha determinado preço, ou uma quantia estipulada, mas não irei seguir esse sentido, vou tratar sobre valores pessoais, que cada um de nós possui.
          De acordo com pesquisas que realizei para entender mais sobre a temática, percebi que o primeiro passo para listarmos é conseguir descobrir nossos próprios valores, tarefa que não é tão fácil, em razão de sermos a todo momento influenciados pela sociedade a nossa volta. Mas, não é impossível. Basta começarmos uma reflexão sobre o que realmente importa para nós, como família, dignidade, fidelidade, entre outros.
          Depois de entender melhor sobre o que vem a ser "crenças"e "valores" percebo que, a princípio pensamos superficialmente sobre as seguintes questões, e que na verdade são coisas muito amplas que colocamos em prática a todo momento, todos os dias, e que são de grande relevância em nossa vida. Fato que me faz querer saber mais sobre, para compreender melhor o meu próprio eu, a fim de me tornar uma pessoa melhor.
       

Um mundo sem violência é possível?




          Preconceito de gênero e discriminação racial são algumas das principais causas do excesso de violência em nossa sociedade. Fato que propõe que as escolas e os estudantes exerçam a influência que possuem na sociedade, em função desse cenário.

          É inegável que quem sofre preconceito de gênero, principalmente mulheres, sofre também uma violência, uma vez que são tratadas na sociedade como sendo inferiores perante os homens simplesmente por serem mulheres. Isso faz com que os mesmos se achem no direito de realizarem atos violentos, como se negligência, assédio e estupro fossem coisas normais.

          Além disso, percebe-se o quão violenta é a sociedade quando trata-se de discriminação racial, visto que a mesma está em todos os lugares, seja na escola, no ambiente de trabalho, na rua ou até mesmo nas redes sociais, onde o opressor busca se valorizar diminuindo a vítima através de violência.

          Nesse sentido, é notório o papel que a escola pode exercer nesse contexto, pois, enquanto instituição formadora ela pode influenciar os jovens a pensarem diferente do senso comum, assim, formar neles o caráter de que todos são iguais consequentemente fazendo com que os atos violentos sejam execrados com o decorrer do tempo.

          Portanto, é necessário que haja uma reformulação nos métodos escolares, por meio de professores qualificados que abordem a violência, realização de palestras, em que os alunos não só assistam, mas também apresentem sobre o tema em questão, aumentar o número de aulas de história, filosofia e sociologia com a temática em pauta, a fim de fomentar nos alunos a vontade de mudança, caminhando para uma sociedade não violenta. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Importância da leitura!


Meu primeiro ano!

      O ano de 2015, iniciou-se para mim muito diferente dos demais anos, em que eu ia para o Colégio Global, reencontrar meus professores e amigos, e assim dava início as atividades escolares. Nesse ano tudo mudou, pois troquei meu uniforme preto pelo verde, não reencontrei ninguém, pois as pessoas que lá estavam eram completos estranhos e eu não estava no Global, a partir daquele momento me tornei uma aluna Sesi.
      Nos primeiros dias, tudo era muito novo, o lugar, as pessoas, o uniforme, o modo como os alunos eram divididos, o fato de sentarmos em equipes, enfim, tudo me causou muito estranhamento. Logo que cheguei em minha sala para conhecer a minha primeira equipe, já comecei a ficar assustada, pois eu era a única menina da equipe e não tive uma boa primeira impressão dos demais. Mas o tempo foi passando e comecei a me aproximar dos integrantes, por eu ser uma pessoa tímida, isso foi muito difícil. E quando já estava acostumada a conviver com aquelas pessoas, o bimestre acabou.
      Até então, eu só havia estudado com pessoas do primeiro ano, e agora, eu estava prestes a encarar um novo desafio, que consistia em conhecer pessoas novas, de segundo e terceiro ano, conviver com elas, criar uma nova relação e apresentar trabalhos com muita vergonha para pessoas desconhecidas. Quando chegou o dia de entrar na nova oficina, eu estava doente e sem voz, o que me fez falar só o necessário, talvez eu tenha passado a impressão de  ser uma menina muito reservada e estranha, mas depois de dias sem falar praticamente nada, minha voz voltou e eu já estava me relacionando bem com a equipe. No final do bimestre eu fiquei triste por ter que dar fim, pois eu havia criado um carinho por todos da equipe e pela sala em si, mas é o método, e assim como nesse eu criei amizades, no terceiro eu também criaria.
      O terceiro bimestre foi muito mais fácil por eu já estar acostumada, apesar do Sesi ter mudado de prédio após as férias, foi tudo normal. E no quarto, mais do que os outros foi muito fácil a adaptação e também por ser uma sala com muitos amigos, foi mais ainda. Parte desses amigos são do terceiro ano, os quais não estarão aqui no ano que vem, fato que me faz aproveitar cada momento enquanto eu for aluna Sesi.
      Meu primeiro ano chegou ao fim, e é possível notar a minha evolução ao longo do tempo. Me adaptei com o método de ensino, fiz muitas amizades que eu jamais faria fora do Colégio Sesi. Que venha o segundo ano com ainda mais conquistas!!!


sábado, 27 de junho de 2015

Friday!


Nesta última sexta-feira, dia 26 de Junho, a cidade de Umuarama completou 60 anos de idade, e em como todos os anos tem uma celebração, ocorreu o desfile, e nós alunos do Colégio Sesi fomos celebrar desfilando. Eu nunca havia participado de um desfile antes, então foi uma nova experiência. Após o encerramento alguns dos alunos da oficina Entre Pregos e Cavacos foram para a cidade de Lovat concluir a casinha de bonecas, que estávamos construindo para fazer uma doação à crianças. Apesar de pouca colaboração da sala no geral, todos os que estiveram presentes ajudaram com alguma coisa, e no final, ficou um ótimo trabalho. O Sesi nos mostra que convivendo em conjunto com as outras pessoas, trabalhando em equipe, podemos chegar muito mais longe do que se estivessemos fazendo tudo sozinhos, cada um faz a sua parte e assim, muitas coisas que seriam impossíveis no pensamento, como a construção da casa, viram possíveis.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

I'm back! Reading is life

Primeiramente, queria dizer que ultimamente sei que ando sumida, a algumas semanas o blog anda parado, devido o meu pouco tempo, mas nada é desculpa, então lá vamos nós!!!
Para mim, ler é algo que me causa um prazer inexplicável, que me acalma e me deixa mais leve, que me da inspiração para criar coisas novas, para seguir em frente, me deixa mais preparada para enfrentar o que tiver de ser enfrentado, e é lendo, seja o que for, um livro qualquer, livros da escola, como o que li neste bimestre “O Rei da Vela” que é uma fonte imensa de informações culturais, ou até mesmo os outros blogs, que por sinal alguns estão em impecáveis condições, que me inspiram a estar aqui agora, escrevendo um pouco sobre mim.
 Todos os dias aprendemos coisas novas, não apenas na escola, mas na nossa própria vida, e gostaria de dar uma atenção especial à uma grande forma de aprendizagem que é a leitura ! A leitura para muitos é uma obrigação, algo chato, tedioso, desafiador, que causa sono só de se olhar para o tamanho do livro que se deve ler, mas para outros é algo incrível, empolgante, assim como é para mim, que transforma e ensina, que é fundamental na vida. E percebi, que essa forma pode me ajudar muito com as metas que devo atingir para alcançar o conhecimento.
Mas e quem não sabe ler? Bom, apesar de estarmos acostumados com uma sociedade (como os nossos amigos, familiares e pessoas aleatórias) que sabe ler e escrever muito bem, muitas pessoas ainda não desfrutam desse saber tão valioso, mas acredito mesmo, que nunca é tarde para se aprender alguma coisa. Levo em consideração, o forte exemplo de minha própria bisavó por parte de mãe, que aos 88 anos, resolveu aprender a ler e a escrever e conseguiu! Para nós, ler, é uma coisa tão simples, mas para ela tenho certeza que foi uma conquista e tanto! Hoje aos 91, é uma fonte de inspiração fortíssima para mim e para quem a conhece! A leitura não fez muita parte de sua vida, mas o pouco que fez, lhe mostrou o quão incrível é!